Finan.easy Manual da ferramenta
Manual completo

Manual da Finan.easy

Este manual explica a ferramenta inteira, tela por tela, para quem nunca usou um sistema financeiro. Nenhum conhecimento de contabilidade é necessário: quando aparecer um termo técnico, ele é explicado ali mesmo.

Você pode ler do começo ao fim ou usar o índice para ir direto ao que precisa. As seções marcadas como novo chegaram nas últimas versões.

Comece aqui: 5 minutos de leitura

Seu objetivo no primeiro dia

Ao terminar as cinco etapas abaixo, você terá a empresa configurada, o extrato do banco dentro da ferramenta e os primeiros lançamentos classificados. A partir daí já enxerga quanto entrou, quanto saiu e quanto sobrou de verdade.

Existem dois caminhos, e os dois são válidos

Nível 1: quero começar hoje. Cinco passos, de 30 a 60 minutos. Você já enxerga o caixa. É o que está logo abaixo.

Nível 2: quero a empresa configurada por completo. Treze passos, feitos ao longo dos primeiros dias. Inclui impostos, contas, vendas e folha. É o roteiro Comece por aqui, dentro da ferramenta.

Não são sequências concorrentes: o Nível 1 é o começo do Nível 2. Você faz os cinco primeiros, começa a usar e completa o resto quando precisar.

Nível 1: faça apenas estas 5 coisas no primeiro acesso

O resto pode esperar. Com estas cinco, a ferramenta já funciona.

1Cadastre sua empresa. Clique no nome da empresa, no alto do menu à esquerda.
2Escolha o plano de contas. Dois modelos prontos, um clique.
3Cadastre sua conta bancária com o saldo do dia anterior ao primeiro lançamento que vai importar.
4Importe o último extrato. De preferência em OFX; Excel e CSV também servem.
5Classifique os lançamentos. Diga o que é cada movimento.

Leva de 30 a 60 minutos, dependendo do tamanho do extrato. Impostos, folha e o resto você configura depois, quando precisar, pelo roteiro Comece por aqui.

Quer ver tudo funcionando antes de digitar?

Carregue a empresa de exemplo. Em um clique a ferramenta se enche de dados de mentira e você navega à vontade. Depois é só apagar.

Separe antes de começar

Ter isso em mãos evita interromper no meio.

  • CNPJ e razão social da empresa
  • Logo, se tiver (opcional)
  • Extrato bancário em OFX, Excel ou CSV. PDF não serve.
  • O saldo da conta no fim do dia anterior ao primeiro lançamento do extrato. É o mais importante de todos.
  • Seu regime tributário (pergunte ao contador se não souber)
  • Faturamento dos últimos 12 meses (só para a tela de impostos)

O que é obrigatório e o que não é

Ao longo do manual, os campos aparecem marcados assim:

MarcaSignifica
você preenchePrecisa da sua informação. Sem isso, a tela não funciona direito.
já vem prontoA ferramenta preenche sozinha. Só mexa se souber por quê.
opcionalMelhora a informação, mas dá para deixar em branco.
confira com o contadorTem efeito fiscal. Não chute.

O que você faz uma vez e o que repete

Faça uma vez
  • Sua empresa
  • Plano de contas
  • Contas bancárias
  • Regime tributário
  • Equipe e contador
  • Alertas do Painel
Faça todo mês
  • Importar extrato
  • Conferir o saldo com o banco
  • Classificar
  • Gerar folha e impostos
  • Fechar o mês
  • Enviar o relatório
Só acompanhe
  • Painel
  • Fluxo de caixa
  • DRE e Projeção
  • Orçamento

As telas da terceira coluna você não precisa preencher. Elas se montam sozinhas com o que você fez nas outras duas. Se quiser, dá para ajustar um número à mão (explicado em cada tela).

O que é a Finan.easy

É uma ferramenta que organiza o dinheiro da sua empresa. Ela responde três perguntas que a maioria dos donos de PME só descobre tarde demais:

Como ela funciona, em uma frase

Você sobe o extrato do banco, diz uma vez o que é cada movimento, e a ferramenta monta sozinha o painel, o fluxo de caixa, o resultado do mês, a projeção, o relatório e o fechamento para a contabilidade.

O que ela não é

Importante entender

Não substitui o seu contador. Ele cuida da obrigação legal: declaração, guia de imposto, folha oficial. A Finan.easy é gerencial: existe para você enxergar o dinheiro enquanto o mês ainda está acontecendo, e não três meses depois.

Os dois trabalham juntos. O contador pode ter o próprio acesso de consulta, e o fechamento do mês sai num pacote pronto para ele.

Ela também não emite nota fiscal e não controla estoque. Registra o dinheiro que entra e sai, e o que isso significa para o seu resultado.

Entrar pela primeira vez

Depois de contratar, você recebe um e-mail com o link para definir sua senha.

1Clique no link do e-mail. Ele vem de nao-responda@finaneasy.com.br. Se não achar, confira o spam.
2Crie sua senha. Mínimo de 10 caracteres, com letras e números. Há um ícone de olho para conferir o que está digitando.
3Aceite os documentos. Aparecem os termos de uso e a política de privacidade. Vale ler: são curtos.
4Pronto. A partir daqui, entre por app.finaneasy.com.br com seu e-mail e a senha que você criou.

Esqueci minha senha

Na tela de entrada, clique em Esqueci a senha e informe seu e-mail. Chega um link: clique nele e defina uma senha nova. Aqui não é pedida a senha antiga, justamente porque você não a tem.

Se o e-mail não chegar

Ele pode levar até 5 minutos. Procure também na pasta de Spam ou Lixo Eletrônico. O link vale por tempo limitado e só pode ser usado uma vez: se expirar, peça outro.

Sua senha é só sua

Não compartilhe, nem com o contador. Para dar acesso a outra pessoa (sócio, financeiro, contador), use Configurações → Acessos: cada um entra com o próprio login. Veja Equipe e contador.

Como a tela é organizada

A ferramenta tem três partes, sempre nos mesmos lugares.

O menu da esquerda

É por onde você navega. No alto fica o nome da sua empresa: clicando nele, abre a janela para editar esses dados. As telas estão agrupadas pelo uso:

GrupoTelas
Visão geralComece por aqui (enquanto não terminar) e Painel
Dia a diaImportar Extrato, Classificar, Contas a Pagar, Contas a Receber
AnáliseFluxo de Caixa, DRE Gerencial, Projeção, Orçamento, Vendas
Fechamento do mêsGuia de fechamento, Relatório do mês, Histórico
CadastrosContas Bancárias, Plano de Contas, Folha de Pagamento, Impostos, Empresas do grupo, Configurações

A seta ← recolhe o menu, deixando só os ícones. Útil em tela pequena.

A barra de cima

A área central

O padrão se repete em quase todas as telas: um cabeçalho com o nome e a explicação da tela, os números principais logo abaixo e, em seguida, os blocos de trabalho. Nas tabelas, a faixa Filtros fica à esquerda e o botão Baixar arquivo à direita.

Baixar arquivo

Um único botão reúne os formatos. Clique e escolha:

No celular

O menu lateral some e aparece uma barra de navegação embaixo, com os atalhos principais. Ela rola para o lado para mostrar o resto. Os indicadores ficam dois por linha, e a lista do Baixar arquivo abre presa ao pé da tela.

Empresa de exemplo

Antes de digitar qualquer coisa sua, você pode ver a ferramenta cheia de dados. Na tela Comece por aqui, enquanto você ainda não tem extrato nem contas lançadas, aparece o quadro Quer ver a ferramenta funcionando antes? com dois botões:

Cada um carrega uma empresa com conta bancária, clientes, fornecedores e o extrato do mês passado. Navegue pelo Painel, classifique, feche um mês: é para isso que ela existe.

Para tirar

Clique em Apagar exemplo, no alto da tela. Some tudo o que veio com o exemplo, e nada do que você lançou é afetado.

O roteiro de primeiros passos

Ao entrar pela primeira vez você cai numa tela chamada Comece por aqui. Ela lista as etapas em ordem e vai marcando sozinha conforme você avança: você não precisa dizer que fez, a ferramenta percebe.

A etapa seguinte fica destacada com o botão Começar →. Clicando, você vai direto para a tela certa.

Os treze passos

A ordem não é aleatória. Os primeiros montam a estrutura: quem é a empresa, quais são as contas, qual o regime. Depois você traz o que já tem. Por último importa o extrato e classifica.

PassoO que fazer
1. Cadastre sua empresaNome, CNPJ e responsável. Abre pelo nome da empresa no menu.
2. Escolha o plano de contasServiços ou Comércio. Um clique carrega as contas e ajusta a DRE.
3. Contas bancáriasUma linha por conta, com o saldo do dia anterior ao primeiro lançamento que vai importar.
4. Regime tributárioSimples, Presumido ou Real, com o faturamento dos 12 meses.
5. Contas a pagarLance uma a uma ou importe por Excel. O que se repete (aluguel, contador, software) você lança com Repetir todo mês.
6. Contas a receberMesma coisa, do lado do dinheiro que entra. A Régua de cobrança cuida dos atrasos.
7. Vendas opcionalMostra de onde vem sua receita: qual tipo rende mais, qual forma de pagamento predomina.
8. Colaboradores opcionalCLT, PJ ou sócio. Um botão gera as contas a pagar do mês inteiro.
9. Importe o extratoOFX é o melhor formato. Excel e CSV também. PDF não serve.
10. ClassifiqueDiga a que conta pertence cada movimento. Comece pelo Auto-classificar.
11. Agora é só olharPainel, Fluxo, DRE, Projeção e Orçamento se montam sozinhos. No fim do mês, o Guia de fechamento.
12. Conciliação de cartão se recebe por cartãoConfigure de quais dias buscar as vendas. Sem isso, os valores da maquininha nunca batem.
13. Tem mais de um CNPJ? opcionalSe tem só uma empresa, pule: o passo 1 já resolveu.
Telas que você não precisa preencher

Painel, Fluxo de Caixa, DRE e Projeção se montam a partir do que você classificou no extrato, somado ao que está em contas a pagar e receber.

Se estiverem vazias, é porque falta importar ou classificar, e não porque você esqueceu de preencher.

Dois botões no canto

Quando você concluir as etapas obrigatórias, o roteiro avisa e desaparece do menu sozinho.

1. Sua empresa

É o cadastro mais simples, e o primeiro. Abre clicando no nome da empresa, no alto do menu à esquerda.

CampoPara que serve
Nome da empresa você preencheComo aparece no menu e nos relatórios. Pode ser o nome fantasia.
Razão social você preencheO nome completo do cartão CNPJ. Aparece nos documentos formais.
CNPJ você preencheIdentifica a empresa nos relatórios e arquivos baixados.
Responsável opcionalQuem responde pela empresa.
Logo opcionalAparece no menu, no topo dos arquivos e no Relatório do mês.

2. Plano de contas

Esta é a tela que mais assusta pelo nome e menos assusta na prática.

O que é, em português

É a lista de categorias onde cada movimento de dinheiro pode se encaixar. Quando entra dinheiro de um serviço, isso é "Receita de Serviços". Quando sai o aluguel, é "Aluguel e Condomínio".

Sem essa lista, o extrato do banco é só uma sequência de valores sem significado. Com ela, vira informação.

Dois modelos prontos

Na primeira vez, a tela pergunta como é o seu negócio.

ModeloQuando usarO que traz
Presto serviçosSeu custo principal é mão de obra e execução. Consultoria, agência, clínica, escritório, manutenção.43 contas, DRE com CSP
Vendo produtosSeu custo principal é a mercadoria que compra. Loja, revenda, distribuidora, e-commerce.45 contas, DRE com CMV
Vende produto e presta serviço?

Use o modelo de Comércio. Ele tem as duas linhas de receita, vendas e serviços, enquanto o de serviços não prevê compra de mercadoria.

CSP e CMV: a diferença

Por que existem dois modelos

CSP é Custo do Serviço Prestado. Quem presta serviço tem como custo principal a gente que executa: salários da equipe operacional, prestadores, ferramentas de trabalho.

CMV é Custo da Mercadoria Vendida. Quem vende produto tem como custo o que comprou para revender: mercadorias, frete de compra, embalagem, perdas de estoque.

São contas diferentes, e a DRE calcula o lucro bruto de forma diferente. Por isso a escolha importa.

Tela do Plano de Contas
Plano de Contas: os números de contas por atividade e a importação de um plano próprio · toque para ampliar

O que cada coluna significa

ColunaO que é
Código já vem prontoOrganiza a lista. O bloco 1 é entrada, o 2 é custo, o 3 é despesa, o 4 é imposto, o 5 é financeiro, o 6 é financiamento e o 7 é investimento.
NomeComo a categoria aparece nas telas.
TipoEntrada quando dinheiro chega, saída quando sai, neutro para transferências entre suas próprias contas.
DFC já vem prontoEm qual atividade a conta se encaixa. Explicado abaixo.
Centro de custoDe qual área é aquele gasto.
Sub-contaUm detalhamento a mais.

DFC: as três siglas

Você não precisa entender isto para começar

A ferramenta já traz o DFC preenchido em todas as contas dos modelos. Leia por curiosidade ou quando for criar uma conta nova.

SiglaSignificaExemplos
FCOOperacional: o dinheiro do dia a diaVendas, serviços, aluguel, salários, material
FCFFinanciamento: empréstimos e sóciosEmpréstimo tomado, parcela, distribuição de lucro
FCIInvestimento: compra e venda de bensEquipamento, reforma, veículo
Por que isso importa

Imagine que o mês fechou positivo em R$ 30 mil. Parece ótimo. Mas se R$ 50 mil vieram de um empréstimo (FCF), a operação na verdade perdeu R$ 20 mil. Separar as três atividades mostra isso na hora.

Se você já tem um plano de contas

Clique em Baixar modelo: vem uma planilha em Excel com as colunas certas. Cole o que você já tem, salve e importe na mesma tela, arrastando o arquivo.

Plano importado precisa de um ajuste

Os modelos prontos já vêm com cada conta apontando para a linha certa da DRE. Um plano importado não tem isso: o que a ferramenta não conseguir ligar aparece num grupo "Não classificado na DRE" no fim do relatório.

É proposital: melhor mostrar o que ficou de fora do que fazer o dinheiro sumir sem ninguém perceber.

Trocar de modelo depois

Se você escolheu Serviços e percebe que Comércio faz mais sentido, dá para trocar pela faixa Trocar de modelo, no topo da tela.

Suas contas em uso são preservadas

Se uma conta já tem lançamento classificado, ela continua no plano mesmo que não exista no modelo novo. Você não perde meses de trabalho num clique.

3. Contas bancárias

Aqui você cadastra cada conta por onde o dinheiro passa: conta corrente, poupança, conta de investimento. Botão Adicionar conta.

CampoO que preencher
Nome / Apelido você preencheComo você reconhece a conta. Ex.: Itaú Principal, Bradesco Reserva.
Banco você preencheNome do banco.
Saldo inicial você preencheO saldo desta conta antes de qualquer lançamento importado. Explicado abaixo.
Agência e conta opcionalPara você reconhecer.
Vincular à entidade opcionalSó para quem tem várias empresas: diz de qual CNPJ é a conta.
O saldo inicial é o do dia anterior

Informe o saldo do fim do dia anterior ao primeiro lançamento que você vai importar. Se o extrato começa em 01/09, o saldo é o do fim do dia 31/08. Copie do extrato do banco, não estime.

Você faz isso uma vez só. Daí em diante a ferramenta soma o que for importado e mostra o saldo do último dia que entrou. O saldo inicial nunca é sobrescrito por importação, mesmo que o arquivo traga outro número, nem apagado quando você exclui lançamentos.

Tela de Contas Bancárias
Cada cartão mostra o saldo do último dia importado e o campo para conferir com o banco · toque para ampliar

Conferir com o banco

Uma vez por mês, informe no cartão da conta o saldo que o banco mostra em uma data. É o campo Conferir com o banco: data e valor.

Com OFX é automático

O arquivo OFX traz o saldo do banco. Ao importar, a conferência é feita sozinha, sem você digitar nada.

4. Impostos

Leia antes de usar esta tela

A Finan.easy é uma ferramenta de planejamento. Os números aqui servem para você saber quanto separar e não ser pego de surpresa.

A apuração oficial é do seu contador. Não pague guia com base apenas no que aparece aqui sem conferir com ele.

Esta tela calcula quanto de imposto a empresa deve pagar por mês. O número alimenta a projeção de caixa e a DRE automaticamente.

Tela de Impostos
Impostos: faturamento, imposto estimado, carga efetiva e a configuração do regime · toque para ampliar
Nasce sem regime escolhido

Ao entrar pela primeira vez, nenhum regime está marcado, e é proposital. Enquanto você não escolher, os impostos aparecem zerados aqui, na projeção e na DRE, com um aviso explicando o motivo.

Se viesse com um regime já marcado, você entraria achando que estava configurado, e os cálculos sairiam com base errada.

Escolher o regime

São três, e você escolhe o que a sua empresa usa. Se não souber, pergunte ao contador: é a primeira informação que ele tem.

Simples Nacional

O mais comum em PME. O imposto é uma guia única, o DAS, e a alíquota cresce conforme o faturamento dos últimos 12 meses.

Você escolhe o anexo, que depende da atividade:

AnexoPara quemFaixa
IComércio4,00% a 19,00%
IIIndústria4,50% a 30,00%
IIIServiços com folha de 28% ou mais do faturamento6,00% a 33,00%
IVConstrução, vigilância, limpeza, advocacia4,50% a 33,00%
VServiços com folha abaixo de 28% do faturamento15,50% a 30,50%
Fator R: onde muita empresa paga a mais

Para as atividades sujeitas ao Fator R, se a folha de pagamento, incluindo o pró-labore, representa 28% ou mais do faturamento, a empresa se enquadra no Anexo III, que começa em 6%. Abaixo disso, cai no Anexo V, que começa em 15,5%.

Nem toda atividade de serviço segue essa mecânica: as do Anexo IV (construção, vigilância, limpeza, advocacia) têm regra própria e não dependem do Fator R.

A ferramenta calcula o percentual e mostra em qual anexo você está. Confirme com seu contador se a sua atividade está sujeita.

Acima de R$ 3,6 milhões em 12 meses

ICMS e ISS saem do DAS e passam a ser recolhidos fora dele. A empresa continua no Simples para os tributos federais até R$ 4,8 milhões. A tela avisa quando você entra nessa faixa.

Lucro Presumido

Aqui não há guia única. São vários impostos separados, cada um com sua regra: IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e ISS. A ferramenta calcula todos, usando a base de presunção da sua atividade.

Majoração de 2026

Empresas com faturamento acima de R$ 5 milhões por ano passaram a pagar 10% a mais sobre a base de presunção, na parcela que exceder R$ 1.250.000 por trimestre (Lei Complementar 224/2025). Vale para o IRPJ desde janeiro e para a CSLL desde abril de 2026. A ferramenta já aplica isso.

Lucro Real

O imposto incide sobre o lucro que a empresa efetivamente teve. Usado por empresas maiores.

Receita bruta dos 12 meses

No Simples, a alíquota depende do faturamento dos últimos 12 meses, o RBT12. Há três formas de informar:

Na prática: configurar o Simples Nacional
  1. No menu, em Cadastros, clique em Impostos
  2. Em Regime, escolha Simples Nacional
  3. Em Anexo, escolha o seu: III ou V para serviços, I para comércio
  4. Em Alíquota de ISS, informe a do seu município (o padrão é 5%)
  5. Em RBT12, escolha Detalhado
  6. Preencha a receita de cada um dos últimos 12 meses
  7. Clique em Salvar configuração
O que acontece: a tabela de apuração passa a mostrar, mês a mês, a alíquota efetiva e o DAS. Esses valores alimentam a projeção de caixa e a DRE automaticamente.

A tabela de apuração

Mês a mês: faturamento, alíquota nominal, alíquota efetiva e imposto devido.

Na prática: lançar o imposto no caixa
  1. Ache o mês na tabela de apuração
  2. Clique em Gerar conta na linha
  3. Confira em Contas a Pagar a data de vencimento
O que acontece: nasce uma conta a pagar com o valor da guia. Ela entra no fluxo de caixa e na projeção: você vê o imposto chegando antes de ele chegar. O Guia de fechamento lembra disso todo mês.

5. Empresas do grupo

Se você tem mais de um CNPJ, cada um tem números próprios, e misturar tudo dá um resultado que não significa nada.

Tem só uma empresa?

Pule esta tela. O cadastro que você fez no passo 1 já resolve.

Aqui você cadastra cada empresa separadamente. Cada uma tem seu próprio:

Tela de Empresas do grupo
Empresas do grupo: uma linha por CNPJ, com regime próprio · toque para ampliar

Trocando de empresa

Depois de cadastrar, aparece um seletor no alto do menu. Você escolhe ali qual empresa está vendo, e a ferramenta inteira passa a mostrar os dados dela.

A visão consolidada

No mesmo seletor existe a opção Consolidado. Ela soma os resultados de todas as empresas, mas sem misturar as regras: cada uma é apurada com o regime tributário dela, e só depois os números se somam.

Contas iguais viram uma só

Se as três empresas têm uma conta "Aluguel", o consolidado mostra uma linha só, somando as três.

Por isso a recomendação é ter uma conta "Aluguel" por empresa e detalhar o local no centro de custo ou no fornecedor, em vez de criar "Aluguel Matriz", "Aluguel Filial".

6. Equipe e contador

Ninguém precisa usar a sua senha. Em Configurações → Acessos você convida cada pessoa pelo e-mail dela. A pessoa recebe um link para criar a própria senha e entra com o próprio login.

Tela de Acessos
Acessos: convide por e-mail e escolha, tela por tela, o que cada pessoa vê e altera · toque para ampliar

Dois tipos de acesso

TipoO que a pessoa pode fazer
EquipeVocê escolhe, tela por tela, entre Sem acesso, Só ver e Editar. Há atalhos para marcar todas de uma vez e para voltar ao padrão.
ContadorSó consulta e baixa: extrato classificado, Fluxo, DRE e Projeção. Não altera nada. Ele entra direto no Fluxo de Caixa.
Na prática: dar acesso ao contador
  1. No menu, clique em Configurações e abra a aba Acessos
  2. Em Convidar alguém, escolha Contador
  3. Digite o e-mail dele, por exemplo contador@escritorio.com.br
  4. Clique em convidar
O que acontece: ele recebe um e-mail para criar a senha. Em Quem tem acesso você vê a data do último acesso de cada pessoa, ou "ainda não entrou". Para tirar, clique em Remover acesso.
Várias pessoas ao mesmo tempo

Todos podem usar ao mesmo tempo, e a ferramenta junta o trabalho de cada um. O Histórico mostra quem fez cada alteração.

Acessos, backup, "limpar tudo" e exclusão da conta ficam sempre só com você, o responsável pela empresa. Mudanças de permissão valem na próxima vez que a pessoa entrar.

Importar extrato

É aqui que a ferramenta ganha sentido. Tudo o que você configurou existe para dar significado ao que vem do banco.

Tela de Importar Extrato
Importar Extrato: escolha a conta e arraste o arquivo do banco · toque para ampliar

Prefira o OFX

O OFX é um formato que quase todo banco oferece na tela de extrato, às vezes com o nome Money ou OFX/Money. Ele traz cada campo com nome e um código único por lançamento. Na prática:

Excel e CSV também funcionam: aí a ferramenta mostra uma prévia e você confere se cada coluna (Data, Lançamento, Crédito, Débito, Saldo) caiu no lugar certo. PDF não serve.

Não misture formatos na mesma conta

Cada banco descreve o mesmo lançamento de um jeito no Excel e de outro no OFX. Se você importar um período em Excel e o mesmo período em OFX, a ferramenta não reconhece que são os mesmos. Escolha um formato por conta e mantenha.

Na prática: baixar e importar o extrato
  1. No site ou aplicativo do banco, abra o Extrato e escolha o período
  2. Exporte em OFX (ou Excel/CSV, se não houver OFX)
  3. Na ferramenta, clique em Importar Extrato e escolha a conta bancária
  4. Arraste o arquivo para o quadro, ou clique nele para escolher
  5. Confira a prévia e clique em importar
O que acontece: os lançamentos entram na conta escolhida e o saldo já fica certo, antes de classificar qualquer coisa. Cada conta passa a mostrar até que dia o saldo está atualizado. Na próxima vez, importe a partir do dia seguinte.
Arquivo de banco com defeito

Alguns bancos geram planilhas com um erro interno que faz outros programas cortarem o arquivo pela metade. A ferramenta detecta e corrige sozinha.

Saldo anterior

Muitos extratos trazem uma linha de "saldo anterior". A ferramenta identifica e não conta como movimento.

Mês fechado

Lançamentos de um mês que você já fechou ficam de fora da importação, e a ferramenta avisa quantos foram. Se precisar incluí-los, reabra o mês no Guia de fechamento.

Fatura do cartão de crédito

O cartão é meio de pagamento, não categoria. No extrato, a fatura aparece como um pagamento só ("PAGAMENTO FATURA R$ 8.400"), mas o que importa para a DRE é o que tem dentro: combustível, software, viagem.

Em Importar Extrato, no quadro Paga despesas no cartão de crédito?, clique em Importar fatura do cartão e suba o arquivo da fatura em PDF, CSV, Excel ou OFX.

1A ferramenta lê cada compra: data, estabelecimento, parcela e valor.
2Você classifica cada estabelecimento uma vez. Nas faturas seguintes ela reconhece sozinha.
3Ela acha o pagamento da fatura no extrato e divide por conta, o mesmo que você faria à mão no Dividir. Se o pagamento ainda não caiu, vira um título a pagar com a divisão pronta.
4Compra parcelada gera as parcelas futuras em Contas a Pagar, e a parcela que aparece na fatura seguinte é abatida, sem duplicar.

Classificar

A tela que pede mais atenção, e a única que pede seu tempo todo mês.

O que é classificar

O banco diz "TED RECEBIDA 18.500,00". Isso não significa nada sozinho. Classificar é dizer: isso foi receita de serviço do Cliente A.

Classificar não muda o saldo

O saldo já está certo desde a importação. Classificar só distribui o dinheiro pelas contas, para a DRE e a Projeção mostrarem de onde veio e para onde foi.

Tela de Classificar
Classificar: filtros, os botões de ação e a faixa Consultar e Apagar logo abaixo · toque para ampliar

As colunas

ColunaO que é
DataQuando o movimento aconteceu, conforme o banco.
LançamentoA descrição que veio do banco.
Crédito / DébitoEntrada e saída, em colunas separadas.
Conta (Plano) você preencheA categoria. É o campo principal: clique nele para escolher.
Centro de Custo já vem prontoPreenche sozinho conforme a conta escolhida.
Sub-conta já vem prontoDetalhamento adicional, quando existir.
NF / Documento opcionalNúmero da nota, se houver. Vai para a planilha do contador.

A ordem que economiza tempo

1Auto-classificar. Resolve sozinho o que a ferramenta reconhece com segurança.
2Por fornecedor. Agrupa o que sobrou por fornecedor: você classifica o grupo inteiro de uma vez.
3Sugestões em cinza. Onde a ferramenta tem um palpite, ele aparece em cinza na linha. Um clique aceita.
4Só sem classificação. No filtro, deixa na tela apenas o que falta.
5Lançar em Contas a Pagar e Receber. No fim, é o que dá baixa nos títulos que o extrato pagou.

Como o Auto-classificar decide

Ele é conservador de propósito. Só classifica sozinho o que reconhece com segurança:

Entradas de dinheiro só são classificadas sozinhas pelo vínculo com Contas a Receber ou pelo que você já ensinou. O resto fica em branco.

Por que ele deixa coisas em branco

Conta errada some no meio de centenas de lançamentos e contamina o fluxo e a DRE. Por isso a ferramenta prefere deixar em branco a chutar. No primeiro mês ele classifica pouco, e é esperado. Classifique alguns à mão e no mês seguinte ele já faz a maior parte.

Ao terminar, aparece um resumo do que foi feito e por qual motivo, por exemplo: "8 pelo que você já ensinou, 2 por títulos de Contas a Pagar e Receber".

Conciliar com títulos

O botão Conciliar com títulos liga cada lançamento ao título em Contas a Pagar ou a Receber que tenha valor parecido (diferença de até 2%) e vencimento próximo (até 7 dias). Títulos em aberto recebem baixa automática.

Lançar em Contas a Pagar e Receber

Depois de classificar, clique em Lançar em Contas a Pagar e Receber. É o passo que separa o que já foi pago do que ainda vai cair. Se um cliente pagou várias notas num depósito só, a conciliação reconhece a soma e dá baixa em todas.

A faixa Consultar e Apagar

Logo abaixo dos botões fica uma faixa sempre visível:

BotãoPara que serve
Total por PagamentoMostra o total classificado por forma de pagamento, dia a dia.
AprendizadoMostra as associações que a ferramenta aprendeu com você ao classificar. Se uma estiver errada, corrija o lançamento na tabela (ela substitui o que sabia) ou clique no ✕ para ela esquecer de vez.
Limpar classificação do mêsTira a classificação dos lançamentos do mês escolhido, mas mantém os lançamentos.
Excluir o mêsApaga os lançamentos do extrato do mês escolhido. O saldo inicial de cada conta é mantido.

Para limpar ou excluir, escolha antes um mês no filtro.

Dividir um lançamento

Às vezes um pagamento junta coisas diferentes: R$ 5.000 que são R$ 3.000 de aluguel e R$ 2.000 de condomínio. O botão Dividir separa em várias linhas, cada uma com sua conta, e confere se a soma bate com o total.

Na mesma janela há a opção Repetir esta divisão nos próximos meses: mesmas contas, mesma proporção.

Selecionar vários

O botão Selecionar lançamentos permite marcar vários e agir em lote: reclassificar para outra conta, limpar a classificação, agrupar para conciliar com vendas ou mover de conta bancária.

Lançamentos divididos são preservados

Ao reclassificar em lote, os que foram divididos entre várias contas são pulados, e a ferramenta avisa quantos ficaram de fora. Isso evita apagar uma divisão que você montou à mão.

Contas a pagar

Tudo que você deve: aluguel, fornecedores, parcelamentos, impostos, salários.

Tela de Contas a Pagar
Contas a Pagar: totais por situação e os maiores fornecedores · toque para ampliar

Lançar uma conta

Os campos principais são descrição, valor, vencimento, fornecedor e a conta do plano, a categoria daquele gasto. Com a conta preenchida, quando o pagamento aparecer no extrato ele já entra classificado.

Na prática: lançar o aluguel do ano inteiro
  1. No menu, clique em Contas a Pagar
  2. Clique em Novo lançamento
  3. Em Descrição, digite Aluguel do escritório
  4. Em Valor, digite 5000 (só números, sem R$)
  5. Em Vencimento, escolha o primeiro vencimento
  6. Em OU repetir todo mês, digite 12
  7. Em Conta do Plano, escolha Aluguel e Condomínio
  8. Preencha o fornecedor e clique em Salvar
O que acontece: nascem os 12 títulos do ano, cada um no mês certo. Todos entram na projeção de caixa, e cada um vira vencido se passar da data sem pagamento.

Parcelas e recorrência

Por que isso muda a projeção

Com os títulos lançados, a projeção de caixa já sabe que em março sai aquela parcela. Sem eles, a projeção parece melhor do que é, e o aperto aparece de surpresa.

Cliente / projeto

No título há o campo Cliente / projeto (opcional). Informe para quem é aquele custo (terceiro, material, deslocamento). Com isso, o Painel mostra a rentabilidade de cada cliente: receita menos os custos atribuídos a ele.

Anexos

Cada título aceita até 5 anexos: nota fiscal, boleto ou comprovante, em PDF ou imagem, de até 1 MB cada. Eles ficam na ferramenta até o fechamento do mês. Ao fechar, você baixa todos num arquivo .zip e eles saem da ferramenta.

Marcar como pago, um ou vários

Editar, duplicar ou apagar

No menu de ações da linha há Editar, Duplicar para o mês seguinte e Excluir. Contas que vieram da folha ou dos impostos também podem ser editadas, mas se você gerar de novo, elas voltam.

De onde as contas vêm

Nem toda conta é digitada. A ferramenta cria automaticamente a partir de:

Cada conta guarda de onde veio, o que evita lançamento em duplicidade.

As três situações

SituaçãoSignifica
PendenteAinda não pagou, e a data não chegou.
VencidoA data passou e não foi pago. É o que precisa de ação.
PagoO dinheiro saiu.

Contas a receber

Tudo que vão te pagar. Funciona como Contas a Pagar, do lado do dinheiro que entra: mesmos campos, mesma recorrência, mesmas ações em lote (com Marcar como recebido).

Tela de Contas a Receber
Contas a Receber: inadimplência, maiores clientes e a Régua de cobrança · toque para ampliar
Na prática: do lançamento ao recebimento
  1. No menu, clique em Contas a Receber
  2. Clique em Novo lançamento
  3. Em Descrição, digite Consultoria de setembro
  4. Em Valor, digite 8500
  5. Em Vencimento, escolha a data combinada
  6. Preencha o cliente e, em Conta do Plano, escolha Receita de Serviços
  7. Clique em Salvar
O que acontece: entra como pendente e aparece na projeção de caixa do mês do vencimento. Passada a data sem receber, vira vencida e entra no indicador de inadimplência. Quando o dinheiro cair, classifique o crédito no extrato e lance em Contas a Pagar e Receber: a baixa é automática.

Inadimplência

O indicador no topo mostra o percentual do que está vencido sobre o total. É o número que diz se sua cobrança está funcionando.

Régua de cobrança

Separa os títulos em quatro etapas, com a mensagem já pronta para cada uma:

EtapaTom da mensagem
Vence em até 3 diasLembrete gentil
Venceu há 1 a 15 diasAvisa que o pagamento não foi identificado
Venceu há 16 a 30 diasPropõe combinar uma data
Venceu há mais de 30 diasPede a regularização

Um clique abre a mensagem no WhatsApp ou no e-mail, com nome do cliente, valor e vencimento preenchidos. Em Editar mensagens você ajusta os textos ao seu jeito, e Voltar ao padrão desfaz.

Um depósito, várias notas

Se um cliente paga três notas numa transferência só, a conciliação reconhece que a soma bate e dá baixa nas três.

Painel

A primeira tela do menu. Reúne tudo num olhar só: caixa, receita, resultado, o que vai entrar e sair, e os alertas do mês. Você não preenche nada aqui.

Painel, aba Visão geral
Painel, aba Visão geral: alertas no topo e os oito números principais do mês · toque para ampliar

As seis abas

AbaO que mostra
Visão geralSaldo em caixa, geração de caixa, receita, EBITDA, resultado líquido, fôlego de caixa, a receber e a pagar em 30 dias, a cascata do faturamento ao resultado e a evolução do caixa.
ResultadoReceita, margens e a DRE resumida do mês comparada ao anterior.
CaixaFôlego, menor saldo em 90 dias, liquidez em 30 dias, entradas e saídas de 12 meses e os cenários.
Receita e clientesReceita mensal com média de 3 meses, maiores clientes, concentração e rentabilidade por cliente.
DespesasPara onde vai o dinheiro e os maiores fornecedores.
Capital de giroPrazos a receber e a pagar e os recebimentos em atraso, do mais antigo ao mais recente.

Cada bloco tem um atalho no canto (DRE, Fluxo, A receber) que leva ao detalhe na tela de origem.

Configurar alertas

O botão Configurar alertas define quando o Painel deve avisar você. Os valores já vêm sugeridos a partir dos seus números.

AlertaAvisa quando
Saldo mínimo de caixaA projeção dos próximos 90 dias cair abaixo deste valor.
Margem líquida mínimaA margem do mês ficar abaixo deste percentual. Sugerido: 10%.
Atraso de clienteUm recebimento passar deste número de dias vencido. Sugerido: 30 dias.
Despesa fixa fora do padrãoAs despesas fixas do mês passarem deste percentual acima da média dos 6 meses anteriores. Sugerido: 40%.

Cenários: e se...?

Na aba Caixa, o bloco de cenários refaz a projeção de 90 dias com as suas premissas. Escolha Pessimista, Base ou Otimista, ou ajuste à mão:

A ferramenta mostra o menor saldo e o saldo em 90 dias no cenário escolhido. É a pergunta "se os clientes atrasarem um mês, eu aguento?" respondida em segundos.

Painel, aba Caixa
Aba Caixa: fôlego, menor saldo em 90 dias, liquidez e a evolução do caixa · toque para ampliar

Fluxo de caixa

Mostra o dinheiro entrando e saindo ao longo do tempo. Já funciona logo depois da importação, mesmo antes de classificar. Tem três abas.

Tela de Fluxo de Caixa
Fluxo de Caixa: recebimentos e pagamentos, realizados e projetados, com os saldos do mês · toque para ampliar

Mensal (DFC)

Parte do saldo inicial, soma tudo que entrou, subtrai tudo que saiu e chega ao saldo final. Separado pelos três grupos: FCO operacional, FCF financiamento e FCI investimento.

Cada linha aparece em duas versões:

Diário (acumulado)

Dia a dia do mês, com o saldo carregando de um para o outro. Mostra em que dia do mês o caixa aperta.

Necessidade Diária

Responde: em quais dias vai faltar dinheiro, e quanto? A aba ganha um selo vermelho com o número de dias em falta.

Ela carrega o saldo positivo de um dia para o outro. Quando um dia fecha negativo, aquele valor vira a "necessidade do dia" e o seguinte começa do zero. Assim você vê o buraco isolado, sem ser mascarado por sobra de outro dia.

Para que serve na prática

Se a ferramenta mostra que no dia 18 faltam R$ 12 mil, você tem duas semanas para resolver: antecipar recebível, negociar prazo, adiar uma compra. Descobrir no dia 18 é outra história.

DRE gerencial

DRE quer dizer Demonstração do Resultado do Exercício. Em português: o relatório que mostra se você teve lucro ou prejuízo, e por quê.

Tela da DRE Gerencial
DRE Gerencial: receita, lucro bruto, EBITDA e lucro líquido com as margens, mês a mês · toque para ampliar

A diferença para o fluxo de caixa

Duas perguntas diferentes

O fluxo de caixa responde: quanto dinheiro entrou e saiu da conta?

A DRE responde: o mês deu lucro?

Não é a mesma coisa. Uma venda feita em março e paga em maio entra no caixa de maio, mas no resultado de março. Por isso os dois relatórios existem.

A cascata

LinhaO que significa
Receita brutaTudo que você faturou.
(−) ImpostosO que o governo leva sobre o faturamento.
= Receita líquidaO que sobrou do faturamento.
(−) CSP ou CMVO custo direto: mão de obra se você presta serviço, mercadoria se você vende produto.
= Lucro brutoQuanto a atividade rende antes da estrutura.
(−) Despesas operacionaisAluguel, administrativo, contador, sistemas.
= EBITDAO resultado da operação, antes de juros, imposto sobre lucro e depreciação.
(−) DepreciaçãoO desgaste dos equipamentos ao longo do tempo.
= EBITResultado operacional.
(±) Resultado financeiroJuros pagos e recebidos.
= LAIRLucro antes do imposto de renda.
(−) IR e CSLLImposto sobre o lucro.
= Lucro líquidoO que sobrou de verdade.

A estrutura muda conforme o modelo de plano de contas: Serviços usa o bloco CSP, Comércio usa o bloco CMV. A troca é automática.

Ler mais rápido

De onde cada linha vem

Cada linha tem uma fonte. O padrão é automático, e na maioria dos casos você não precisa mexer.

FonteO que faz
AutomáticoMês a mês, usa a fonte principal da linha (vendas, folha ou impostos) quando ela tem dado naquele mês. Senão, usa o extrato classificado.
ManualVocê digita.
ExtratoPuxa da classificação.
VendasPuxa da tela de vendas.
FolhaPuxa dos colaboradores: salário base mais a provisão mensal dos encargos.
ImpostosPuxa da apuração.
A fonte da receita define o regime

Se a receita vem de Vendas, a DRE reconhece a competência: uma venda de março aparece em março, mesmo que o dinheiro caia em maio. Se vem do extrato, segue o caixa: aquela mesma venda aparece em maio.

Os dois estão certos, dependem do que você quer ver. Mas escolher sem saber dá a impressão de que a DRE está com defeito.

Ajustar um número à mão

Clique em qualquer valor da DRE para ajustar aquele mês. O ícone ao lado do número mostra de onde ele veio. O ajuste manual sempre prevalece sobre a fonte.

Como a DRE encontra as contas

Da ligação mais confiável para a menos

1. Vínculo explícito. Você escolheu qual conta alimenta aquela linha. Sempre vence.

2. Vínculo do modelo. Os planos prontos já vêm com cada conta apontando para a linha certa. Quem usa modelo pronto não configura nada.

3. Nome parecido. Última tentativa, para plano importado, e nunca usada no modo automático para puxar o extrato: é o critério menos confiável.

Contas que ficaram de fora

Se alguma conta do plano não alimenta nenhuma linha, ela aparece num grupo "Não classificado na DRE" no fim do relatório. Sem isso, o dinheiro sumiria do resultado sem ninguém perceber.

A estrutura é sua

Você adiciona linha em qualquer grupo pelo botão + linha e remove as que criou. As do modelo padrão não podem ser apagadas, para não quebrar os cálculos. Os subtotais e o lucro final se recalculam sozinhos.

Menu Baixar arquivo na DRE
Baixar arquivo: Excel com fórmulas, página HTML ou PDF · toque para ampliar

Projeção

Compara o que você planejou com o que aconteceu, mês a mês.

Tela de Projeção de Caixa
Projeção: projetado, realizado e as diferenças, por grupo do fluxo · toque para ampliar

Como ler

Cada mês tem quatro colunas: Projetado, Realizado, Δ R$ (diferença em reais) e Δ % (em percentual). A tabela é hierárquica: você vê o total por grupo e abre para ver conta por conta. O filtro de período começa no ano inteiro.

O que entra sozinho

Ajustar à mão

Assim como na DRE, clique em qualquer número para ajustar aquele mês. O ícone ao lado mostra de onde ele veio.

Exportar com fórmulas

Em Baixar arquivo → Excel, a projeção sai com fórmulas vivas, não valores fixos. Você mexe num número e os totais recalculam.

Orçamento

A meta de cada conta, mês a mês, comparada com o que o extrato mostra. Para receita, bom é bater a meta. Para despesa, bom é ficar abaixo dela.

Tela de Orçamento
Orçamento × realizado: um clique cria as metas do ano pela média · toque para ampliar
Na prática: montar o orçamento do ano
  1. No menu, em Análise, clique em Orçamento
  2. Escolha o ano
  3. Clique em Criar pela média dos últimos meses
  4. Ajuste o que quiser: clique num valor orçado para mudar aquele mês, ou em 12× para aplicar o valor ao ano inteiro
O que acontece: cada conta passa a ter a coluna Orçado, Realizado e Atingido. A ferramenta pinta o que está dentro e fora da meta. Precisa de pelo menos um mês de extrato classificado para calcular a média, e dá para recalcular quando quiser.

A opção Só contas com orçamento ou movimento esconde as linhas vazias.

Vendas

Mostra de onde vem sua receita, com indicadores que mudam conforme o tipo de negócio. As vendas entram por planilha.

1Escolha o tipo de negócio. Agência de marketing, escritório de advocacia, consultoria, comércio e varejo, serviço com agenda, software, indústria, projeto pontual ou personalizado.
2Veja os indicadores do perfil. Cada tipo mostra os números que fazem sentido para ele, como clientes ativos, recorrente contra pontual, tempo de relacionamento.
3Traga os dados. Clique em Baixar modelo em Excel, preencha e use Importar base operacional.
Duas colunas que não podem faltar

Tipo e Forma de Pagamento sempre vêm no modelo, mesmo que o perfil não peça. É pelo Tipo que a receita se separa na DRE, e pela Forma que a ferramenta sabe o que passou na maquininha para a conciliação de cartão.

Guia de fechamento

No fim de cada mês, abra o Guia de fechamento. É um roteiro do que já está pronto e do que ainda vale fazer para o mês ficar completo. É um lembrete, no seu ritmo: cada passo tem um botão que leva direto ao lugar.

Tela do Guia de fechamento
Guia de fechamento: cada passo diz por que importa e como está · toque para ampliar

Os passos

O roteiro se adapta: só aparecem os passos que fazem sentido para a sua empresa.

PassoPor que importa
Trazer o extrato do bancoÉ a base do saldo e do fluxo de caixa. O OFX é o jeito mais rápido.
Conferir o saldo com o bancoUm minuto que garante que nada ficou de fora nem entrou duas vezes. Com OFX, é automático.
Classificar o que entrou e saiuNão muda o saldo: distribui o dinheiro pelas contas, para a DRE mostrar de onde veio e para onde foi.
Dar baixa nos recebimentos e pagamentosSepara o que já foi pago do que ainda vai cair.
Trazer as vendas do mêsSó para quem usa Vendas.
Gerar a folha do mêsSó para quem tem equipe. Coloca em Contas a Pagar os salários líquidos, os benefícios e as guias de INSS, FGTS e IRRF, cada um no seu vencimento.
Gerar o imposto do mêsCalcula a guia sobre o faturamento do mês e já agenda o pagamento.

No fim, a tela mostra o que ainda vai cair de clientes no mês, para você acompanhar.

Fechar o mês

Com tudo pronto, clique em Fechar o mês. Os números daquele mês ficam protegidos contra alteração por engano: ninguém consegue mudar um lançamento, título ou valor de um mês fechado sem reabrir.

Anexos saem da ferramenta no fechamento

Se houver anexos nos títulos do mês, a ferramenta avisa, baixa todos num arquivo .zip e tira da ferramenta antes de fechar. Guarde o arquivo no seu computador.

Reabrir

Precisa corrigir algo? Clique em Reabrir o mês. A ferramenta pergunta o motivo, e ele fica registrado no Histórico.

O pacote do contador

O que muita gente não sabe

Quando você termina de classificar o mês, o trabalho para o contador já está feito. Não é preciso montar planilha separada nem repassar informação por WhatsApp.

No Guia de fechamento, o botão Pacote do contador baixa de uma vez os dois arquivos que ele precisa: a planilha de lançamentos classificados do mês e o relatório gerencial. A planilha também sai sozinha em Classificar → Baixar arquivo → Fechamento do mês.

Coluna da planilhaO que leva
Data e LançamentoComo veio do banco, sem alteração.
Crédito, Débito e SaldoOs valores do extrato.
DFCSe é operacional, financiamento ou investimento.
Código e ContaA conta que você escolheu.
Centro de Custo e Sub-contaDe qual área é aquele movimento, e o detalhamento.
NF / DocumentoA nota emitida ou tomada.
Valor ClassificadoÚtil quando o lançamento foi dividido.
ObservaçãoO que você anotou na classificação.
Por que isso economiza tempo dos dois lados

O caminho comum é o contador receber o extrato cru e classificar por conta própria, chutando o que não reconhece. Depois manda uma lista de dúvidas, e você responde uma por uma.

Aqui você classifica uma vez, porque precisa para os seus relatórios, e a mesma classificação serve para ele. Se preferir, dê a ele um acesso de contador e ele consulta direto.

Relatório do mês

O documento para enviar ao cliente, ao sócio ou ao investidor. A ferramenta monta sozinha com os números, gráficos e destaques do mês. Você escreve o seu comentário e baixa em PDF.

Tela do Relatório do mês
Relatório do mês: o comentário do consultor e a prévia do documento · toque para ampliar
Na prática: enviar o relatório de agosto
  1. No menu, em Fechamento do mês, clique em Relatório do mês
  2. Escolha o mês
  3. Em Comentário do consultor, escreva sua leitura do mês: o que explica os números, o que merece atenção, o que fazer no próximo mês
  4. Clique em Salvar comentário e confira a prévia
  5. Clique em Baixar arquivo e escolha PDF
O que acontece: sai um documento com a sua logo, os números e o seu comentário logo depois dos destaques. Se o mês ainda não foi fechado, a tela avisa: o relatório já pode ser gerado, mas os números ainda podem mudar.

Histórico

Tudo o que muda nos lançamentos, nas contas, na DRE e nos fechamentos fica registrado: o que mudou, quando e por quem. É registrado sozinho, você não faz nada.

Use a busca no alto para filtrar por lançamento, conta ou pessoa. É aqui que você descobre quem reclassificou um pagamento, ou por que um mês foi reaberto.

Folha de pagamento

Onde ficam as pessoas que trabalham com você. Botão + Colaborador.

Os três regimes

RegimeComo funciona
CLTFuncionário registrado. A ferramenta calcula INSS, IRRF e todos os encargos do empregador.
PJPrestador com CNPJ. Sem encargos: só o valor pago e os benefícios.
SócioPró-labore, distribuição de lucro ou antecipação.
A diferença que importa

Um funcionário CLT de R$ 3.000 não custa R$ 3.000. Todo mês entram a provisão do 1/3 de férias (2,78%), do décimo terceiro (8,33%), a da rescisão (3,5%) e os encargos sobre salário, 1/3 e 13º. Quanto de encargo depende do regime da empresa:

RegimeEncargos da empresaCusto de R$ 3.000
Simples, Anexos I, II, III e VSó FGTS (8%). O INSS patronal já está dentro do DAS.R$ 3.705 (23,5% a mais)
Simples, Anexo IVFGTS + INSS de 20% + RAT. Sem terceiros.R$ 4.438 com RAT de 2%
Presumido ou RealFGTS + INSS de 20% + RAT + terceiros (Sistema S, salário-educação, INCRA)R$ 4.632 com RAT de 2% e terceiros de 5,8%

A ferramenta lê o regime em Impostos. O RAT (1%, 2% ou 3%, conforme o CNAE), o FAP e os terceiros (conforme o FPAS) ficam no quadro Encargos da empresa sobre a folha; confira os seus com o contador.

Por que férias entram como 1/3

No ano, o funcionário recebe 12 salários (um deles no mês de férias), o 1/3 de férias e o 13º. Como a DRE já leva o salário todo mês, a provisão de férias é só o 1/3. Assim a soma do ano na DRE bate com o que sai do caixa.

Pró-labore e distribuição de lucros

Mudou em 2026

Até 2025 a distribuição de lucros era isenta de imposto de renda sem exceção. Desde janeiro de 2026, a Lei 15.270/2025 criou retenção de 10% quando uma mesma empresa distribui mais de R$ 50 mil por mês a uma mesma pessoa física, e a alíquota incide sobre o valor total, não só sobre o excedente.

Há discussão jurídica sobre se a regra alcança empresas do Simples Nacional. Confirme com seu contador antes de planejar distribuições altas.

O cálculo que vale dinheiro

Se a sua atividade é sujeita ao Fator R, pró-labore baixo demais parece economia mas pode empurrar a empresa do Anexo III para o Anexo V, e a alíquota salta de 6% para 15,5%. Às vezes aumentar o pró-labore reduz o imposto total. Vale fazer essa conta com o contador uma vez por ano.

Na prática: cadastrar um colaborador CLT
  1. No menu, em Cadastros, clique em Folha de Pagamento
  2. Clique em + Colaborador
  3. Em Nome, digite Maria Silva e preencha o cargo
  4. Em Regime, escolha CLT
  5. Em Salário Base, digite 3000
  6. Em Conta na DRE, escolha a conta de salários da área dela
  7. Se houver, preencha vale transporte, vale alimentação e plano de saúde
  8. Clique em Salvar
O que acontece: a ferramenta calcula INSS, IRRF e os encargos da empresa pelo regime e mostra o custo real: para um salário de R$ 3.000, R$ 3.705 no Simples (Anexos I, II, III e V) e R$ 4.632 no Presumido ou Real.

Um cadastro, três relatórios

Você cadastra o colaborador uma vez e a ferramenta leva cada valor para o lugar certo, do jeito certo:

OndeO que entra
DRE (competência)O salário base no mês trabalhado, junto com a provisão mensal dos encargos: 1/3 de férias, 1/12 de décimo terceiro, FGTS e o INSS da empresa (com RAT e terceiros, conforme o regime). No pró-labore, entra o valor bruto e os 20% da empresa, quando houver. Assim o custo de cada mês já mostra o peso real da equipe, sem susto em novembro e dezembro.
Projeção de CaixaO valor líquido que sai do banco, na data em que sai: salários e pró-labore na data de pagamento da empresa, guias de INSS, FGTS e IRRF no dia 20, décimo terceiro em 30/11 e 20/12 e férias 2 dias antes do início informado no cadastro (sem ele, no mês em que a pessoa completa o ano de casa).
Contas a PagarAs mesmas saídas da projeção, viradas em contas com vencimento, pelo botão abaixo.

Quando a empresa paga

Cada empresa tem a sua data de pagamento. A CLT só fixa o limite: até o 5º dia útil do mês seguinte (art. 459). No quadro Pagamento da folha você escolhe:

O que tem data fixa continua fixo: guias de INSS, FGTS e IRRF no dia 20, 13º até 30/11 e 20/12, férias pagas 2 dias antes do início.

Gerar as contas do mês

O botão Gerar contas do mês lança em Contas a Pagar tudo o que a folha do mês vai tirar do caixa:

Se rodar duas vezes no mesmo mês, não duplica. E o que já virou conta a pagar não é contado de novo na Projeção.

Desligamento

Ao desmarcar Ativo de um colaborador CLT, abre o cálculo da rescisão: tipo de demissão, datas de admissão e de demissão. Férias e 13º proporcionais contam os meses com 15 dias ou mais, incluindo a projeção do aviso indenizado. Confirmando, vão para Contas a Pagar o líquido do colaborador e o FGTS com a multa (10 dias após a demissão) e a guia de INSS (dia 20 do mês seguinte); o custo total entra na DRE do mês do desligamento. O IRRF entra como estimativa (saldo de salário e 13º; aviso prévio indenizado, férias indenizadas e multa do FGTS são isentos): o valor oficial é o do termo de rescisão do contador.

Configurações

Cinco abas. Minha conta é a sua conta e Acessos é a equipe. As três do meio são opcionais, com um selo que diz para quem servem: a ferramenta funciona sem elas, com valores padrão.

Minha conta

Ajuda

Abre este manual. É onde você volta quando esquecer como algo funciona.

Seus dados

Dois botões, que existem por causa da LGPD:

Por que 30 dias e não na hora

Protege os dois lados: você pode ter clicado sem querer, e tem tempo de baixar o que precisa. Passado o prazo, os dados são apagados de verdade.

Backup dos seus dados

Baixar backup gera um arquivo com tudo que está na ferramenta, para você guardar por fora. Os dados já ficam salvos na nuvem: isto é uma cópia extra.

Zona de risco

O botão Limpar todos os dados apaga tudo desta conta: cliente, extrato, contas, folha, impostos e DRE.

Não há como desfazer

Ele pede confirmação digitada, justamente porque não existe volta. Se você só quer recomeçar uma parte, use as correções descritas em Errou? Tem conserto.

Acessos

Explicado em Equipe e contador. Só o responsável pela empresa vê esta aba.

Conciliação de vendas se recebe por cartão

Se você vende no cartão, isto é rotina

Não é ajuste fino. Sem configurar, os valores da maquininha nunca vão bater com as suas vendas.

O problema que ela resolve

Cartão não cai no dia da venda. Cada adquirente tem seu prazo:

FormaQuando cai
DébitoNormalmente em 1 dia útil
Crédito à vistaNormalmente em 30 dias
Crédito parceladoUma parcela por mês
Pix e dinheiroNa hora

E tem outra coisa: o dinheiro cai líquido, já com a taxa descontada. Você vende R$ 5.000 e recebe R$ 4.850: os R$ 150 são a taxa do adquirente.

Como configurar

Para cada dia da semana, você define de quantos dias para trás a ferramenta deve somar as vendas.

Dinheiro caiu emBuscar vendas deQuantos dias
SegundaSexta, sábado e domingo3
TerçaSegunda1
QuartaTerça1

Na segunda o número é maior porque o fim de semana acumula. Confira o prazo do seu adquirente: cada um opera diferente.

O que acontece ao conciliar

Em Classificar, ao conciliar um recebimento de cartão com as vendas, a ferramenta:

1Busca as vendas dos dias que você configurou
2Soma o valor bruto delas
3Compara com o valor líquido que caiu no banco
4A diferença vira a taxa do adquirente, já classificada como despesa
Por que isso importa

Sem conciliar, você lançaria R$ 4.850 como receita, e a taxa de R$ 150 desapareceria. Com a conciliação, a DRE mostra R$ 5.000 de receita e R$ 150 de taxa. É o retrato correto.

Sem configurar

A busca é do mesmo dia em que o dinheiro caiu. Funciona bem para quem recebe à vista, por Pix ou transferência.

Onde a taxa é lançada

Existe um campo para você escolher a conta do plano onde a taxa entra. Se deixar em branco, a ferramenta procura sozinha uma conta com "taxa", "tarifa" ou "cobrança" no nome.

Vale apontar explicitamente

Se você tiver duas contas que combinam, como "Tarifas bancárias" e "Taxas de cartão", ela pega a primeira que encontrar.

Tipos e contas se lança vendas

Liga cada tipo de venda a uma conta do plano. Se você vende coisas diferentes, aponte cada tipo para uma conta: a DRE mostra quanto cada linha gerou, em vez de um total único.

Tipo de vendaConta do plano
ConsultoriaReceita de Serviços
TreinamentoReceita de Recorrência
Revenda de produtoReceita de Vendas

Sem configurar, a ferramenta tenta ligar pelo nome. Configure se estiver errando.

Partilha do DAS simples nacional

Esta aba só serve para quem está no Simples Nacional.

O que é a partilha

O DAS é uma guia única, mas ela contém vários tributos: IRPJ, CSLL, COFINS, PIS, CPP e ISS. A lei define quanto de cada um está naquele valor. Um DAS de R$ 6.000 no Anexo III, primeira faixa, se divide assim:

TributoPercentualValor
IRPJ4,00%R$ 240,00
CSLL3,50%R$ 210,00
COFINS12,82%R$ 769,20
PIS2,78%R$ 166,80
CPP43,40%R$ 2.604,00
ISS33,50%R$ 2.010,00
Total100%R$ 6.000,00

É essa divisão que permite a DRE mostrar cada tributo numa linha separada. Os percentuais vêm da tabela oficial, por anexo e por faixa: você não precisa fazer nada.

Só altere se o contador usar valores diferentes, e feche 100%

Mexer aqui não muda o que você paga: muda só como o DAS aparece dividido na DRE. A tela mostra a soma e avisa em vermelho quando não fecha 100%.

Se você mudar o ISS de 33,5% para 20% sem ajustar os outros, a soma cai para 86,5%, e a DRE passa a mostrar R$ 810 a menos de imposto do que a empresa paga. O erro é silencioso.

Lucro Presumido e Lucro Real não têm partilha: cada tributo já é apurado separadamente e vai direto para sua linha na DRE.

A rotina do mês

Depois da configuração inicial, o uso vira curto e repetitivo. Mas não é só no fechamento: a ferramenta serve principalmente para você enxergar o caixa antes dos problemas acontecerem.

Três ritmos diferentes

Durante o mês você alimenta. Semanalmente você acompanha. No fim do mês você fecha. Quem só usa no fechamento perde metade do valor da ferramenta.

Durante o mês, conforme acontece

Por que isso importa mais que o fechamento

Uma conta lançada hoje com vencimento em 25 dias aparece na projeção agora. Você tem 25 dias para se organizar. Se lançar só no fechamento, descobre no dia.

Toda semana: 10 minutos

1Importe e classifique o extrato da semana, a partir do dia seguinte ao último importado.
2Rode a Régua de cobrança em Contas a Receber.
3Olhe os próximos pagamentos na agenda do Painel ou em Contas a Pagar.
4Veja a Necessidade Diária no Fluxo de Caixa: em quais dias o saldo fica negativo.

No fechamento do mês: 30 a 40 minutos

1Abra o Guia de fechamento e siga os passos que faltam.
2Revise a DRE com a análise horizontal ligada. Algo fora da curva?
3Clique em Fechar o mês.
4Baixe o Pacote do contador e mande para ele (ou deixe que ele consulte pelo acesso próprio).
5Escreva o comentário e baixe o Relatório do mês em PDF.

Todo trimestre: 15 minutos

Importar e baixar arquivos

Você não precisa digitar nada que já tem em outro lugar. Plano de contas, contas a pagar e receber e vendas aceitam planilha.

1Clique em "Baixar modelo". Vem uma planilha com as colunas certas.
2Preencha colando do que você já tem. Mantenha os nomes das colunas.
3Importe na mesma tela. Ela mostra o que entendeu antes de confirmar.
Cuidados

Datas: use o formato dia/mês/ano.

Valores: só números. Nada de "R$" nem texto junto.

Não apague nem renomeie colunas do modelo: é por elas que a ferramenta se orienta.

Baixar

Toda tela principal tem o botão Baixar arquivo, com Excel formatado (cabeçalhos, cores, totais e filtros ligados), página HTML e PDF. Projeção e DRE saem com fórmulas vivas. A planilha mais importante é a do fechamento: veja O pacote do contador.

Errou? Tem conserto

Nada aqui é irreversível, exceto "Limpar todos os dados".

Importou o extrato na conta bancária errada

1Vá em Importar Extrato e abra a aba da conta onde eles foram parar
2Clique em ⇄ Mover de conta e escolha a correta
A classificação vai junto

Você não precisa reclassificar nada. Os saldos das duas contas se recalculam sozinhos, e o saldo inicial que você digitou não é alterado.

Classificou vários lançamentos na conta errada

1Em Classificar, clique em Selecionar lançamentos
2Marque os errados e use o seletor Reclassificar p/ conta

Se a ferramenta aprendeu a associação errada, corrija também no Aprendizado, para ela não repetir no mês seguinte.

Quer limpar e classificar de novo

Em todos os casos os lançamentos continuam lá, só voltam a ficar sem categoria.

O mês está fechado e preciso corrigir

No Guia de fechamento, clique em Reabrir o mês e informe o motivo. Corrija e feche de novo.

Por que mover é melhor que apagar

O saldo de cada conta é calculado a partir dos lançamentos que pertencem a ela. Se um extrato foi para a conta errada, o saldo das duas fica errado. Mover resolve as duas de uma vez e preserva a classificação.

Segurança e seus dados

Você está colocando aqui a informação financeira do seu negócio. É justo saber como ela é protegida.

Só quem você autoriza vê seus dados

A separação entre clientes está no próprio banco de dados, não apenas na tela. Mesmo que alguém tentasse acessar por fora do sistema, o banco não devolveria dados de outra empresa. Todas as tabelas têm essa proteção, e as permissões da sua equipe valem do mesmo jeito.

Criptografia

Acesso

Registro de tudo

Cada inclusão, alteração e exclusão fica no Histórico, com autor e horário. Meses fechados ficam protegidos, e cada reabertura guarda o motivo.

Backup

Os dados ficam em servidores com backup automático. Se quiser sua própria cópia, use Configurações → Minha conta → Baixar backup.

Dados de terceiros

Sua responsabilidade

Ao usar a ferramenta você registra nomes de clientes, fornecedores e colaboradores. Esses dados são seus, e você responde por eles perante os titulares. Nós apenas guardamos e processamos para o serviço funcionar.

Não recomendamos registrar dado sensível que não seja necessário à gestão financeira, nem em anexos.

Erros a evitar

1. Saldo inicial aproximado, ou do dia errado
O saldo inicial é o do fim do dia anterior ao primeiro lançamento importado. Se estiver errado, os movimentos estarão certos, mas o saldo nunca vai bater com o banco.
2. Importar extrato em PDF, ou misturar OFX com Excel
PDF não funciona. E o mesmo período em dois formatos entra duplicado, porque o banco descreve diferente em cada um. Escolha um formato por conta, de preferência OFX.
3. Apagar o extrato inteiro por causa de um erro
Se importou na conta errada ou classificou errado, não apague. Use Mover de conta ou reclassifique. Veja Errou? Tem conserto.
4. Achar que classificar corrige o saldo
Não corrige. O saldo vem da importação e do saldo inicial. Se não bate, confira esses dois, e use Conferir com o banco.
5. Criar contas demais no plano
Se você tem três locais, não crie "Aluguel Matriz", "Aluguel Filial", "Aluguel Depósito". Crie uma conta "Aluguel" e detalhe o local no centro de custo ou no fornecedor.
6. Compartilhar sua senha
Nem com o contador. Cada pessoa deve ter o próprio login, em Configurações → Acessos. Assim o Histórico mostra quem fez o quê.
7. Pagar imposto sem conferir com o contador
A apuração aqui é gerencial: serve para planejar. A guia oficial é responsabilidade dele.
8. Confundir fluxo de caixa com resultado
Mês com caixa positivo pode ser mês de prejuízo, e o contrário também. Olhe os dois.
9. Não fechar o mês
Mês aberto pode ser alterado por engano meses depois, e o relatório que você enviou deixa de bater com a ferramenta. Feche e, se precisar, reabra com motivo.

Se acontecer X, faça Y

Meu saldo não bate com o banco

1Em Contas Bancárias, use Conferir com o banco numa data: a ferramenta mostra a diferença.
2Confira o saldo inicial: precisa ser o do fim do dia anterior ao primeiro lançamento. É a causa mais comum.
3Veja se o extrato foi importado inteiro, sem faltar dias. O cartão da conta mostra até que dia está atualizado.
4Procure valores repetidos (mesma data, mesmo valor, duas linhas), comuns quando o mesmo período entrou em OFX e em Excel.

A DRE está zerada

Ela se monta a partir da classificação. Se você importou o extrato mas ainda não classificou, ela fica vazia. Vá em Classificar e complete.

O Auto-classificar não classificou quase nada

No primeiro mês é esperado: ele só classifica o que reconhece com segurança. Use Por fornecedor e as sugestões em cinza, classifique à mão o resto, e no mês seguinte ele já faz a maior parte.

Os impostos aparecem zerados

Você ainda não escolheu o regime tributário. Vá em Impostos: há um aviso na tela explicando.

Uma conta não aparece na DRE

Ela está no grupo "Não classificado na DRE", no fim do relatório. Clique na linha e escolha para qual linha da DRE ela deve apontar.

Não consigo alterar um lançamento

O mês provavelmente está fechado. A ferramenta avisa com um cadeado. Reabra no Guia de fechamento.

Não consigo entrar

1Clique no olho ao lado do campo de senha e confira o que está digitando.
2Se não lembrar, use Esqueci a senha.
3O e-mail pode levar até 5 minutos e cair no Spam. O link só vale uma vez.

Uma pessoa da equipe não vê uma tela

Em Configurações → Acessos, ajuste a permissão daquela tela para "Só ver" ou "Editar". Vale na próxima vez que ela entrar.

O consolidado mostra números estranhos

Confira se cada empresa tem o regime tributário configurado. Uma empresa sem regime entra com imposto zerado, e o total do grupo fica menor do que deveria.

Glossário

Alíquota efetiva
O percentual de imposto que você realmente paga sobre o faturamento. É diferente da alíquota da tabela, porque existe uma parcela a deduzir.
Análise vertical e horizontal
Vertical (AV): o peso de cada linha sobre a receita do mês. Horizontal (AH): a variação de cada linha sobre o mês anterior.
Centro de custo
De qual área da empresa é um gasto. Serve para saber onde o dinheiro está sendo consumido.
CMV
Custo da Mercadoria Vendida. O que você pagou pelas mercadorias que revendeu, mais frete de compra, embalagem e perdas.
Competência
O mês em que algo aconteceu, mesmo que o pagamento seja em outro. Uma venda de março é competência de março, ainda que paga em maio.
Conciliação
Conferir se o que está no sistema bate com o que está no banco, e ligar cada movimento ao seu título.
CSP
Custo do Serviço Prestado. O que você gasta para executar o serviço: salários da equipe operacional, prestadores, ferramentas de trabalho.
DAS
A guia única do Simples Nacional. Um boleto só, que já inclui vários impostos.
DFC
Demonstração do Fluxo de Caixa. Separa o dinheiro em três atividades: operacional (FCO), financiamento (FCF) e investimento (FCI).
Distribuição de lucros
A parte do sócio no resultado da empresa. Não conta para o Fator R. Desde 2026 pode ter retenção de 10% quando ultrapassa R$ 50 mil por mês da mesma empresa para a mesma pessoa. Confirme com o contador.
DRE
Demonstração do Resultado. Mostra se houve lucro ou prejuízo, e de onde veio.
EBITDA
O resultado da operação antes de juros, imposto sobre lucro e depreciação. Mostra se a atividade em si dá dinheiro.
Fator R
A relação entre a folha de pagamento e o faturamento. Para as atividades sujeitas a ele, 28% ou mais leva ao Anexo III do Simples, com alíquota bem menor.
Fôlego de caixa
Quantos meses o dinheiro em caixa aguenta no ritmo de saídas atual, sem entrar nada.
Liquidez
Caixa mais o que vai receber, dividido pelo que vai pagar no período. Abaixo de 1, falta dinheiro para cobrir as contas.
Margem
Quanto sobra, em percentual. Margem líquida de 15% quer dizer que de cada R$ 100 faturados, R$ 15 ficam com você.
OFX
Formato de arquivo de extrato que quase todo banco oferece. Traz cada campo com nome, um código único por lançamento e o saldo do banco.
Partilha do DAS
Como o valor da guia única se divide entre os tributos que ela contém.
Plano de contas
A lista de categorias onde cada movimento de dinheiro se encaixa.
Pró-labore
A remuneração do sócio pelo trabalho. Tem 11% de INSS e IRRF descontados do sócio, e conta para o Fator R.
RAT e FAP
Contribuição da empresa para acidentes de trabalho: 1%, 2% ou 3% da folha, conforme o risco do CNAE, multiplicada pelo FAP (de 0,5 a 2,0). Não existe para quem está no Simples, fora do Anexo IV.
Terceiros
Contribuições sobre a folha que vão para o Sistema S, o salário-educação e o INCRA. 5,8% na maioria das empresas de comércio e serviços. O Simples é dispensado.
RBT12
Receita bruta dos últimos 12 meses. É ela que define a alíquota no Simples Nacional.
Regime de caixa
Conta o dinheiro quando ele entra ou sai da conta, de fato. É o regime do fluxo de caixa.
Regime de competência
Conta quando o fato aconteceu, independente do pagamento. É o regime da DRE.
Saldo inicial
Quanto havia na conta no fim do dia anterior ao primeiro lançamento importado. Informado uma vez, nunca sobrescrito.
Sub-conta
Um detalhamento dentro da mesma categoria. Serve para separar sem criar conta nova.